EconomiaPix e promessas de lucro lideram golpes online no Brasil

Pix e promessas de lucro lideram golpes online no Brasil

 

Segundo a pesquisa, os criminosos costumam reaproveitar modelos já conhecidos, adaptando mensagens e ofertas falsas aos assuntos mais comentados do momento. Promoções inexistentes, falsas indenizações, vagas de emprego fraudulentas, benefícios sociais inventados e brindes gratuitos estão entre os formatos mais recorrentes.

A responsável pelo estudo, Beatriz Farrugia, destaca que os golpistas não precisam criar novas armadilhas constantemente. De acordo com ela, as estruturas já testadas continuam sendo reutilizadas e ajustadas ao contexto atual, explorando a confiança do público em marcas, instituições e figuras públicas.

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi o aumento da utilização de informações verdadeiras para sustentar narrativas falsas. Em 66% dos casos analisados, os criminosos partiram de fatos reais, como notícias, campanhas legítimas, programas governamentais e decisões judiciais, para construir conteúdos enganosos. No levantamento anterior, esse percentual era de 55%.

O estudo também revelou que mais de 15 empresas de diferentes setores tiveram suas marcas usadas indevidamente em golpes. Entre as mais exploradas aparecem Mercado Livre, Nubank, Shopee, Serasa e Globo. Personalidades públicas, jornalistas, médicos e influenciadores também figuram frequentemente nas mensagens fraudulentas.

De acordo com a Agência Brasil, as redes sociais abertas continuam sendo a principal porta de entrada para as fraudes. Facebook, Instagram e TikTok concentram a divulgação inicial dos conteúdos, que posteriormente migram para formulários online, aplicativos de mensagens e outros ambientes mais privados. O WhatsApp esteve presente em quase 65% dos golpes analisados entre maio de 2025 e abril de 2026.

O relatório ainda chama atenção para a responsabilidade das plataformas digitais na circulação e monetização desses conteúdos. Para os pesquisadores, o combate às fraudes exige atuação conjunta entre empresas de tecnologia, instituições financeiras, órgãos públicos, veículos de comunicação e usuários.

Para Beatriz Farrugia, compreender os padrões utilizados pelos criminosos é fundamental para antecipar ameaças, reduzir vulnerabilidades e ampliar a proteção dos usuários diante do avanço dos golpes digitais.

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