A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,62% em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice ficou abaixo do resultado de abril, que havia sido de 0,89%, mas mostrou avanço em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento foi impulsionado principalmente pelos grupos alimentação e bebidas, habitação e saúde e cuidados pessoais.
De acordo com o levantamento, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% em 2026 e de 4,64% nos últimos 12 meses. Em maio de 2025, o indicador havia registrado variação de 0,36%.
Entre os nove grupos pesquisados, alimentação e bebidas apresentou a maior variação, com avanço de 1,38%. O resultado foi influenciado pelo aumento nos preços da batata-inglesa, que subiu 26,29%, do tomate, com alta de 12,97%, do leite longa vida, que avançou 6,07%, além das carnes, que ficaram 1,98% mais caras. Em contrapartida, itens como maçã e café moído tiveram queda nos preços.
O grupo habitação registrou aumento de 1,03%, com destaque para a energia elétrica residencial, que subiu 2,16%. Segundo o IBGE, o resultado reflete o início da cobrança da bandeira tarifária amarela em maio, com taxa adicional na conta de luz.
Segundo a Agência Brasil, a saúde e cuidados pessoais teve alta de 1,05%, influenciada pelos reajustes nos produtos farmacêuticos, itens de higiene pessoal e planos de saúde. O instituto também destacou o impacto da autorização para reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos desde abril.
Por outro lado, o grupo transportes apresentou recuo de 0,33%. Os combustíveis tiveram queda de 1,47%, puxada pelas reduções nos preços do etanol, óleo diesel e gasolina. Apesar disso, o gás veicular e as passagens aéreas registraram aumento.
O IBGE também apontou redução nas tarifas de ônibus urbanos em algumas capitais, motivada por gratuidades e descontos aplicados em domingos e feriados.
A coleta de preços ocorreu entre 16 de abril e 15 de maio de 2026, considerando famílias com renda de um a 40 salários mínimos em diversas regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia.













