O Governo do Estado confirmou o primeiro óbito por dengue em 2026 no Rio Grande do Sul. A vítima, uma idosa de 83 anos com comorbidades, moradora de Jacutinga, no Norte do Estado, morreu na última semana. A confirmação foi divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), reforçando o alerta para a circulação do vírus e a necessidade de prevenção e atendimento precoce.
De acordo com a SES, o caso acende um sinal de atenção para o avanço da doença no território gaúcho, especialmente em um período historicamente marcado pelo aumento de casos. A secretária da Saúde, Lisiane Fagundes, lamentou a morte e destacou a importância de procurar assistência médica ao surgirem os primeiros sintomas, como forma de evitar agravamentos.
Entre os principais sinais da dengue estão febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, além de náuseas, vômitos, diarreia e manchas vermelhas na pele. A orientação é buscar atendimento imediato diante desses sintomas, principalmente em grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes.
A principal forma de prevenção segue sendo o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de eliminar água parada em recipientes como pneus, garrafas e vasos, além de manter caixas d’água vedadas e calhas limpas. O uso de repelentes e telas de proteção também é recomendado.
Desde 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público considerado mais suscetível a hospitalizações. O esquema prevê duas doses com intervalo de três meses. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de uma nova vacina nacional de dose única, que deverá ampliar a cobertura gradualmente para outras faixas etárias.
Em 2026, o Estado contabiliza até o momento 596 casos confirmados e uma morte pela doença. No mesmo período de 2025, eram 20.573 casos e 13 óbitos. Apesar da redução, especialistas alertam que abril concentra historicamente maior circulação do vírus, o que exige manutenção das ações de controle.
O Rio Grande do Sul enfrentou em 2024 o pior cenário da dengue em sua história, com mais de 209 mil casos e 281 mortes. Em 2025, houve queda significativa nos registros, tendência que as autoridades buscam manter com o reforço das medidas preventivas e ampliação da vacinação.










