O Ministério da Saúde lançou, nesta semana, em São Paulo, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua. A iniciativa amplia o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), aumenta o número de equipes especializadas em todo o país e prevê a implantação de unidades móveis até 2027. A medida busca garantir acesso aos serviços de saúde, combater a discriminação e oferecer atendimento mais humanizado.
Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o número de equipes voltadas a esse público passou de cerca de 300 para 392 em todo o Brasil. Além da expansão das equipes, o governo federal também implantará um programa de formação e qualificação para os profissionais que atuam nesse atendimento.
A política prevê ainda o repasse de 400 Unidades Móveis de Rua (UMRs) para municípios e para o Distrito Federal, com investimento de R$ 144 milhões. Os veículos serão equipados para realizar consultas, exames ginecológicos, coleta de sangue, testes rápidos, curativos e ações de educação em saúde diretamente nos locais onde vivem as pessoas em situação de rua.
Outra mudança importante é a proibição de restrições ao atendimento por falta do Cartão SUS ou de endereço fixo. A medida pretende eliminar barreiras que historicamente dificultam o acesso dessa população aos serviços públicos de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, a política também fortalece estratégias de redução de danos, incentiva a participação das pessoas em situação de rua na elaboração das ações públicas e estabelece mecanismos para monitoramento e melhoria do atendimento.
De acordo com a Agência Brasil, a iniciativa foi organizada em sete eixos de atuação, incluindo atenção integral, enfrentamento à discriminação, coleta de dados, gestão participativa, capacitação de profissionais, vigilância em saúde e articulação com outras políticas públicas voltadas à segurança alimentar, assistência social e redução das desigualdades.












