A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) participou, na quarta (25) e quinta-feira (26), do 11º Congresso de Inovação da Indústria em São Paulo, com o objetivo de apresentar projetos tecnológicos de ponta e acompanhar as dez empresas catarinenses finalistas do Prêmio Nacional de Inovação. Realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo SEBRAE no complexo WTC, o evento reuniu lideranças para debater o fortalecimento da competitividade industrial brasileira por meio da integração entre ciência, inteligência artificial e transição ecológica.
Conforme informações divulgadas pela FIESC, a comitiva foi liderada pelo presidente da entidade, Gilberto Seleme, que enfatizou a importância da colaboração para o desenvolvimento técnico do estado. “Inovação não se faz sozinho. O que vemos aqui é o resultado de um ecossistema que conecta indústria, SENAI e parceiros em projetos de impacto real. É esse modelo que nos diferencia e que queremos continuar fortalecendo”, afirmou Seleme durante as atividades do congresso.
Projetos catarinenses na fronteira tecnológica
Entre os destaques da participação de Santa Catarina no evento, figuram iniciativas desenvolvidas pelos Institutos SENAI de Inovação que atendem a setores estratégicos. Um dos projetos é o Constelação Catarina, que consiste em um nanossatélite focado na predição de desastres naturais, com lançamento previsto para o decorrer de 2026. Outra iniciativa exposta foi o Annelida, um robô projetado para realizar a desobstrução de dutos submarinos na indústria de óleo e gás.
A vitrine tecnológica também contou com o MAGBras, projeto voltado ao desenvolvimento de ímãs permanentes de terras raras em escala industrial. A ação é resultado de uma cooperação entre o SENAI de Santa Catarina e de Minas Gerais, com a participação de empresas como WEG e Vale. Segundo o diretor-regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, a iniciativa é estratégica para o país. “O MAGBras é uma ação precursora no Brasil, única no desenvolvimento em escala industrial de ímãs de terras raras. Juntamos a competência do SENAI Minas na parte de materiais e exploração mineral com a competência de manufatura do SENAI Santa Catarina. Estamos contribuindo para a soberania nacional com o primeiro ímã nacional”, explicou Pereira.
Reconhecimento e alinhamento com a política industrial
O congresso também serviu de palco para o reconhecimento de dez empresas de Santa Catarina que figuraram como finalistas do Prêmio Nacional de Inovação. De acordo com a FIESC, todas as organizações selecionadas mantêm parcerias com o SENAI-SC para o aprimoramento de tecnologias e formação de pessoal.
A participação catarinense no encontro em São Paulo reflete o alinhamento do setor produtivo local com as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB). Para José Eduardo Fiates, diretor de Inovação e Desenvolvimento Industrial da FIESC, o evento consolida um processo de debates iniciados anteriormente no estado. “Esse congresso é consequência de uma série de jornadas regionais e estaduais que aconteceram em Santa Catarina e reforça a determinação da FIESC e suas entidades de se orientar para as prioridades nacionais, capacitar pessoas, desenvolver tecnologias e aumentar a competitividade da indústria catarinense em patamares mundiais”, destacou Fiates.











