Com a proximidade do inverno, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) intensificou a orientação para que gestantes de Santa Catarina recebam a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A medida busca reduzir a incidência de complicações respiratórias graves em recém-nascidos, como bronquiolite e pneumonia, que apresentam aumento histórico de casos durante os meses mais frios do ano. A imunização está disponível gratuitamente nas unidades da rede pública de saúde catarinense e é voltada para mulheres a partir da 28ª semana de gestação.
Impacto da vacinação na saúde neonatal
A estratégia de imunizar a gestante é fundamentada na transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda no útero. Esse processo garante a chamada proteção passiva nos primeiros meses de vida da criança, período em que o sistema imunológico é mais vulnerável a infecções respiratórias. Segundo informações da SES, a vacina é considerada uma das ferramentas mais eficazes para evitar internações pediátricas e a sobrecarga das unidades de saúde durante a sazonalidade viral.
Prevenção e cuidados complementares
O diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), João Augusto Fuck, destaca que o clima frio é um fator que facilita a circulação do vírus, demandando atenção dos órgãos de saúde e da população. “A vacinação é a principal forma de proteção, mas também é importante manter cuidados complementares, como a higienização frequente das mãos, evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios e manter os ambientes bem ventilados”, orienta o diretor.
Cobertura vacinal em Santa Catarina
Dados do Calendário Nacional referentes ao ano de 2026 apontam que Santa Catarina atingiu uma cobertura vacinal de 91,13% entre as gestantes contra o VSR. O índice é avaliado positivamente pela gestão estadual, pois reflete a adesão das mulheres à campanha e o avanço na proteção coletiva dos lactentes.
A SES reforça que o imunizante é seguro e eficaz, desempenhando papel fundamental na diminuição de casos graves da doença. A recomendação é que as gestantes que ainda não foram imunizadas procurem os postos de saúde para garantir a proteção de seus filhos antes do pico das doenças respiratórias de inverno.











