O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as eleições presidenciais brasileiras representam um dos principais testes para a estratégia norte-americana de ampliar sua influência na América Latina. A declaração foi feita após a republicação de um artigo político que cita o Brasil como um dos desafios restantes da política externa dos EUA na região.
Trump compartilhou em uma rede social um texto do colunista John Gizzi, do veículo conservador Newsmax, com o título “Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina”. A publicação relaciona avanços de candidatos alinhados à direita em diferentes países latino-americanos como parte de um suposto processo de mudança ideológica no continente.
O artigo menciona eleições em países como Colômbia, Peru, Honduras, Bolívia e Chile, além de pleitos anteriores em El Salvador, Argentina e Equador. Segundo o texto divulgado, esses resultados seriam considerados vitórias políticas da influência de Trump na América Latina.
A publicação também destaca que Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil seriam os principais desafios para a atual política externa norte-americana. O Brasil é descrito como o “próximo grande teste” por ser a maior economia e uma das principais forças políticas da região.
O texto ainda cita a movimentação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em torno do senador Flávio Bolsonaro para a disputa eleitoral e afirma que uma eventual mudança no cenário político brasileiro poderia alterar o equilíbrio ideológico da América Latina.
Estratégia dos EUA para a região
A posição de Trump está alinhada a uma estratégia apresentada pelo governo norte-americano em 2025, que propõe uma releitura da Doutrina Monroe, criada no século XIX como uma política de afirmação da influência dos Estados Unidos no continente americano.
De acordo com a Agência Brasil, o documento da Casa Branca afirma que os EUA pretendem fortalecer sua presença estratégica no Hemisfério Ocidental e ampliar sua atuação em áreas consideradas importantes para seus interesses. A iniciativa também prevê medidas para reduzir a influência de empresas estrangeiras em projetos de infraestrutura na região.
Segundo a estratégia divulgada pelo governo norte-americano, o objetivo é “restaurar a proeminência americana” na América Latina e garantir maior participação dos Estados Unidos em setores considerados estratégicos.












