A Unesc recebeu, na quarta-feira (19), em Criciúma, a reitora do Instituto Superior Privado do Wako Kungo, de Angola, Edna Chipindo, para discutir uma possível parceria entre as duas instituições. Segundo a Universidade, a aproximação busca viabilizar intercâmbios de estudantes e professores, além de ações conjuntas de formação em cursos de pós-graduação.
Egressa do mestrado em Ciências da Saúde da Unesc, Edna retornou à instituição em uma nova função, agora como dirigente de uma instituição de ensino superior angolana. A visita teve como foco conhecer oportunidades de cooperação e avançar nas tratativas para a construção de um acordo institucional.
Parceria prevê mobilidade e formação acadêmica
Conforme a Unesc, a proposta em discussão poderá envolver a mobilidade de estudantes e docentes entre Brasil e Angola, além da participação e oferta de cursos de pós-graduação lato sensu, mestrados e doutorados.
A visita foi acompanhada pelo Escritório de Relações Internacionais da Universidade, setor responsável pela articulação de acordos de cooperação e pelo relacionamento com instituições estrangeiras.
A iniciativa faz parte das ações de internacionalização da Unesc e busca ampliar as possibilidades de intercâmbio acadêmico, científico e cultural.
Para a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, a aproximação com instituições internacionais favorece a produção conjunta de conhecimento.
“Receber universidades de outros países mostra o quanto estamos engajados em oferecer e compartilhar saberes. É um momento de troca, de colaboração, de produção de projetos conjuntos, porque acreditamos que, desse modo, transformamos a instituição cada vez mais em uma Universidade de excelência e também compartilhamos aquilo que fazemos”, destacou.
Cooperação amplia experiências de estudantes e professores
A pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, Vanessa Moraes de Andrade, avaliou que acordos internacionais também contribuem para ampliar a formação acadêmica e profissional.
“Uma parceria como essa amplia os horizontes dos nossos estudantes e professores, porque permite conhecer outras realidades, outras formas de produzir conhecimento e diferentes experiências acadêmicas. A internacionalização é uma oportunidade de formação que ultrapassa os limites da sala de aula e contribui para preparar profissionais cada vez mais conectados com o mundo”, afirmou.
A coordenadora do Escritório de Relações Internacionais, Dayane Cortez, ressaltou que encontros com representantes estrangeiros permitem identificar interesses comuns e estruturar projetos com resultados para as instituições envolvidas.
“A internacionalização se constrói justamente a partir dessas aproximações. Receber representantes de outros países, conhecer suas demandas e identificar interesses em comum nos permite construir acordos que tenham resultados concretos para estudantes, professores e para a própria produção de conhecimento”, destacou.
O coordenador da pós-graduação lato sensu, Júlio César Zilli, também participou do encontro.
De estudante da Unesc a reitora em Angola
Para Edna Chipindo, a visita também marcou uma nova etapa de sua relação com a Universidade onde realizou o mestrado.
“Eu me sinto bastante privilegiada. Antigamente, estive aqui como estudante e, hoje, retorno como reitora de uma universidade para discutir a formalização de um convênio de parceria com a instituição em que me formei. Para mim, é um grande prazer estar aqui e estreitar essa parceria com a Universidade que me formou e que teve um papel tão importante na minha trajetória profissional”, afirmou.
Segundo a reitora do Instituto Superior Privado do Wako Kungo, já existem possibilidades sendo avaliadas nas áreas de mobilidade docente, intercâmbio acadêmico e pós-graduação.
“Já temos várias ideias voltadas aos cursos que oferecemos, desde a mobilidade docente até a mobilidade acadêmica. Os professores de Angola poderão vir para a Unesc realizar seus mestrados ou doutorados, e os professores daqui poderão ir a Angola para ministrar alguns módulos. É uma parceria que abre muitas possibilidades de troca de conhecimentos e experiências entre as duas universidades”, explicou.
A eventual formalização do acordo deverá definir as modalidades de cooperação e as ações que poderão ser desenvolvidas entre a Unesc e a instituição angolana.












