GeralUnesc estuda botânica na Serra da Rocinha em Timbé do Sul

Unesc estuda botânica na Serra da Rocinha em Timbé do Sul

Pesquisadoras da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) realizaram, nesta semana, uma expedição de campo na Serra da Rocinha, em Timbé do Sul, para mapear a diversidade da família botânica Asteraceae. O trabalho, vinculado ao programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, busca coletar dados para a pesquisa de doutorado de Júlia Gava Sandrini e promover a preservação de espécies nativas em ambientes de altitude.

De acordo com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Timbé do Sul, a iniciativa foi viabilizada por meio de uma parceria entre a universidade, o Geoparque Mundial da UNESCO Caminhos dos Cânions do Sul, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Cultura local. Durante as atividades, a equipe realizou a coleta e a documentação de espécimes que servirão de base para o estudo da distribuição e conservação das plantas na região.

Equipe técnica e objetivos do levantamento

A expedição contou com a participação das pesquisadoras Júlia Gava Sandrini, Amanda Vieira Matiola e Paloma Alves, todas integrantes do Herbário CRI da Unesc. O grupo focou no levantamento técnico da família Asteraceae, visando contribuir para o conhecimento científico sobre a flora do Extremo Sul Catarinense. Os exemplares coletados passam a integrar o acervo de pesquisa da instituição, auxiliando na identificação de padrões de diversidade biológica.

Importância ecológica da Serra da Rocinha

A região da Serra da Rocinha é reconhecida por abrigar ecossistemas singulares, caracterizados por paredões rochosos e áreas de campos de altitude. A preservação desses locais é considerada prioritária para a manutenção de espécies que não ocorrem em outras formações vegetais.

Segundo a doutoranda Júlia Gava Sandrini, o monitoramento constante é fundamental para evitar a perda de biodiversidade. “O cuidado com a Serra da Rocinha é essencial para a conservação de espécies associadas a paredões rochosos e campos de altitude, pois abriga ambientes únicos com plantas especializadas, incluindo espécies ameaçadas de extinção”, ressaltou a pesquisadora. A continuidade dos estudos científicos na área permite o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao turismo sustentável no município.

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