A Unesc recebeu em Criciúma, na tarde desta terça-feira (07), a 4ª Expedição Santa Catarina e União Europeia, com o objetivo de integrar pesquisadores e empreendedores regionais a redes internacionais de fomento e inovação. Promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), o encontro buscou apresentar caminhos para a inserção em programas como o Horizonte Europa, visando estruturar projetos locais com suporte financeiro global para o avanço da pesquisa aplicada no Sul do estado.
De acordo com informações divulgadas pela Fapesc, o programa Horizonte Europa é a principal referência global para o financiamento de ciência e tecnologia, com uma projeção de investimentos que supera os 95 bilhões de euros até o ano de 2027. Durante a recepção do evento, a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, ressaltou o papel das instituições de ensino no desenvolvimento regional. “A nossa Instituição não se sustenta apenas por estruturas físicas, mas pelas pessoas. Em 58 anos de história, construímos um legado baseado na capacidade humana de compreender cenários e propor soluções para desafios da sociedade. É isso que projeta o nosso futuro, Universidade cada vez mais presente na sociedade. O Sul precisa do protagonismo dos municípios, da Universidade e do setor produtivo. Quando essa tríplice atua de forma integrada, o caminho se consolida”, afirmou a reitora.
Oportunidades de fomento e internacionalização
A iniciativa faz parte de uma agenda estadual focada no fortalecimento do ecossistema de inovação, conectando a produção científica catarinense a demandas mundiais. Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, o estado demonstra maturidade para ampliar sua colaboração com o mercado europeu. “Santa Catarina está pronta para ampliar as conexões com a Europa. Há um grande interesse do ecossistema catarinense em cooperar com a União Europeia e, acima de tudo, sabemos da capacidade e a excelência de nossos empreendedores e pesquisadores do Sul catarinense. Na Unesc houve a maior mobilização dentre as edições realizadas até aqui, com mais de 230 inscrições, mostrando que aqui há um grande interesse em ampliar horizontes e conexões”, pontuou o dirigente.
A programação detalhou editais que somam R$ 10,5 milhões em investimentos estaduais destinados à participação de empresas e centros de pesquisa em redes europeias. As áreas prioritárias incluem saúde, clima, energia, mobilidade, indústria, bioeconomia e agricultura.
Expansão econômica baseada no conhecimento
O evento também serviu para discutir as transformações na matriz econômica da região Sul. O prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, comparou o momento atual a transições históricas vividas pelo município. “Vivemos um momento que talvez só tenha sido experimentado décadas atrás, quando discutíamos a nossa primeira matriz econômica, baseada na extração do carvão. Hoje, enfrentamos um cenário diferente, com uma possibilidade real: a presença de terras raras na região, que pode inaugurar uma nova matriz econômica, ainda difícil de dimensionar”, citou o chefe do Executivo municipal.
A adesão do público local foi um dos pontos destacados pelos representantes internacionais presentes no encontro. O oficial de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) da União Europeia, Dhallys Mota, reforçou a importância do engajamento regional para o sucesso das parcerias. “A Expedição da União Europeia busca fomentar novas parcerias e contribuições para colaboração científica em pesquisa. Criciúma foi uma surpresa positiva, pois tivemos uma grande adesão de participantes, o que demonstra um grande diferencial da região”, concluiu Mota.










