O Governo de Santa Catarina iniciou uma mobilização neste mês de fevereiro para conscientizar a população sobre a leucemia, destacando os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado. Com a previsão de 810 novos casos da doença no território catarinense em 2026, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), as autoridades de saúde reforçam que a identificação precoce de sintomas como infecções frequentes e anemia é fundamental para o sucesso terapêutico. O atendimento especializado é centralizado no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis, unidade de referência que oferece desde quimioterapia até transplantes de medula óssea.
Dados e atendimento especializado em Santa Catarina
A estrutura catarinense de combate à doença apresentou números significativos no último ano. Em 2025, o Cepon realizou o atendimento de 417 pacientes diagnosticados com leucemia. No mesmo período, a Unidade de Transplante de Células-Tronco Hematopoiéticas (TCTH), vinculada à instituição, executou 113 transplantes autólogos e alogênicos. De acordo com informações do Governo do Estado, a leucemia figura entre os dez tipos de câncer mais incidentes no Brasil, afetando principalmente a produção de glóbulos brancos na medula óssea.
O diretor-geral do Cepon, Alvin Laemmel, enfatiza que a unidade passa por um processo de modernização para ampliar a assistência. “Reconhecemos a importância do Cepon no tratamento do câncer em Santa Catarina e estamos empenhados em garantir a excelência no cuidado aos pacientes. O Cepon está expandindo para melhor atender os pacientes e estamos expandindo a nossa capacidade para ampliar o número de transplantes. Essa mudança vai agilizar os procedimentos e proporcionar um acolhimento mais integrado e humanizado aos pacientes”, destaca o gestor.
Sintomas e diagnóstico precoce
A identificação da enfermidade depende da observação de sinais clínicos que, muitas vezes, podem ser confundidos com outras condições. A gerente técnica do Cepon e hematologista, Mary Anne Taves, explica que o diagnóstico é confirmado por meio de exames específicos, como o hemograma e o mielograma. Segundo a médica, os sinais de alerta incluem febre persistente, fadiga constante, perda de peso sem causa aparente, sangramentos nasais ou gengivais, além de hematomas espontâneos e inchaço nos gânglios linfáticos.
“Muitas vezes, a leucemia não apresenta sintomas no início, e os sinais variam entre os pacientes e conforme o tipo da doença”, pontua Mary Anne Taves. A hematologista reforça a necessidade de manter exames de rotina em dia, já que a progressão da doença pode variar entre os subtipos agudos e crônicos.
Perspectivas de cura e prevenção
Embora a leucemia não possua medidas de prevenção específicas, como vacinas, a adoção de hábitos saudáveis e a baixa exposição a substâncias tóxicas são recomendadas pelos especialistas. O tratamento moderno disponível em Santa Catarina utiliza protocolos de quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, adaptados às condições individuais de cada paciente.
A médica Mary Anne Taves ressalta que o diagnóstico não deve ser encarado sem esperança. “Receber um diagnóstico de câncer nunca é fácil, mas é importante lembrar que a leucemia tem tratamento e pode ser curada. Embora não haja medidas específicas de prevenção, é importante manter um estilo de vida saudável, evitar exposição a substâncias tóxicas e realizar exames periódicos”, orienta a especialista em informações divulgadas pelo Cepon. A rede estadual de saúde permanece com cobertura integral para os pacientes que necessitam de acompanhamento hematológico e suporte oncológico.













