GeralUnesc visita aldeia Guarani em Imaruí na Semana Indígena

Unesc visita aldeia Guarani em Imaruí na Semana Indígena

Representantes de diversos setores da Unesc realizaram uma visita técnica e cultural à aldeia Tekoá Marangatu, em Imaruí, nesta terça-feira (14). A atividade integra a programação da 8ª Semana Indígena da Universidade e teve como objetivo ampliar a compreensão sobre a realidade contemporânea dos povos originários, promovendo o intercâmbio entre o saber acadêmico e as vivências tradicionais. Segundo informações divulgadas pela Unesc, a imersão buscou desconstruir estereótipos ao observar de perto a organização social e cultural da comunidade Guarani.

A coexistência entre tradição e tecnologia no território

A experiência no território permitiu que o grupo observasse a integração de ferramentas tecnológicas no cotidiano da aldeia. A professora e gestora do Setor de Arte e Cultura da Unesc e do Museu da Infância, Amalhene Baesso Reddig, destacou que a realidade encontrada desafia visões limitadas sobre o indígena na atualidade.

“Na aldeia Tekoá Marangatu, a experiência revelou uma realidade que desafia estereótipos e evidencia que os povos indígenas estão em constante movimento, conectados ao presente sem abrir mão de suas raízes. O uso de celulares, drones, escola bilíngue e até pagamentos via QR Code mostra como tradição e contemporaneidade coexistem no cotidiano da comunidade”, avalia Amalhene. Para a professora, estar no território possibilita reconhecer a potência desse intercâmbio cultural, especialmente para o ambiente universitário.

Participação interdisciplinar

A visita reuniu membros do Setor de Arte e Cultura, Museu da Infância, Colégio Unesc e cursos de graduação. Essa composição reforça o caráter interdisciplinar da ação, que busca aproximar diferentes áreas do conhecimento da prática cotidiana e da resistência dos povos indígenas no estado.

Abril Indígena como espaço de reflexão e direitos

A 8ª Semana Indígena da Unesc, que traz o tema “Territórios de Saberes: Memória, Resistência e Direitos Indígenas”, propõe uma mudança de perspectiva em relação às datas simbólicas. O professor Juliano Bitencourt Campos, um dos coordenadores do evento e docente do curso de História e de programas de pós-graduação da Unesc, reforça que o período é dedicado ao compromisso institucional e acadêmico.

“O Abril Indígena não é uma data comemorativa, mas um momento de reflexão e de compromisso com os povos indígenas. Diferente da antiga lógica do ‘Dia do Índio’, que já não dá conta da complexidade dessa realidade, hoje compreendemos que estamos falando de uma diversidade de nações, com mais de 274 línguas e diferentes modos de vida”, enfatizou Juliano Bitencourt Campos.

Continuidade da programação acadêmica

As atividades da Semana Indígena seguem ao longo de todo o mês de abril com rodas de conversa, oficinas, palestras e feiras de artesanato. A iniciativa é articulada pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) e pelo curso de História, contando com o apoio de diversos programas de pós-graduação (PPGCA, PPGDS, PPGSCol, PPGE, PPGD) e cursos como Medicina, Artes Visuais e Ciências Biológicas.

Nos dias 27 e 28 de abril, a programação reserva um dos momentos principais, com a presença de lideranças indígenas no campus da Unesc para a realização de palestras. O objetivo central é fortalecer o espaço de escuta e aprendizado direto com os representantes das comunidades, consolidando o diálogo entre a universidade e os saberes tradicionais.

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