SaúdeVacinas respiratórias: o que tomar no outono

Vacinas respiratórias: o que tomar no outono

Com a chegada do outono e o aumento das infecções respiratórias no Brasil, cresce a busca por informações sobre quais vacinas devem ser tomadas, por quem, onde e em que momento. Especialistas explicam que a imunização contra gripe, Covid-19, pneumococo e vírus sincicial respiratório (VSR) deve ser definida conforme idade, condições de saúde e histórico vacinal, já que cada vacina atua contra agentes diferentes e complementares.

Diferentemente do que muitos imaginam, não existe uma vacina única capaz de proteger contra todas as doenças respiratórias. Cada imunizante tem um alvo específico: a vacina da gripe é atualizada anualmente para acompanhar as variantes do vírus influenza; a pneumocócica protege contra a bactéria associada a quadros graves como pneumonia e meningite; já a vacina contra o VSR é voltada a um vírus que afeta principalmente bebês e idosos.

Segundo especialistas, a indicação das vacinas começa pela faixa etária, mas também leva em conta fatores como doenças crônicas — incluindo asma, diabetes e problemas cardíacos — e o nível de exposição em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas. Esses critérios ajudam a definir quem deve se vacinar e com quais imunizantes.

O momento da aplicação também varia. A vacina contra gripe deve ser priorizada antes do inverno, entre março e maio, embora continue sendo útil fora desse período. Já os reforços contra Covid-19 seguem recomendações periódicas, especialmente para grupos de risco. As vacinas pneumocócica e contra o VSR podem ser administradas ao longo do ano, conforme avaliação médica.

A aplicação simultânea de mais de uma vacina é considerada segura. Como a maioria dos imunizantes utiliza vírus ou bactérias inativados, o organismo consegue responder a diferentes estímulos ao mesmo tempo. Essa estratégia, inclusive, é recomendada para evitar atrasos no calendário vacinal e ampliar a proteção.

Embora não impeçam totalmente a infecção, as vacinas reduzem significativamente o risco de casos graves, hospitalizações e mortes, sobretudo entre idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades. Mesmo vacinados, pacientes com sintomas respiratórios devem buscar avaliação médica para diagnóstico adequado.

No Brasil, tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto a rede privada oferecem vacinas, com diferenças pontuais. A vacina da gripe e a de Covid-19 estão disponíveis gratuitamente para grupos prioritários, enquanto a pneumocócica e a do VSR têm indicações específicas no SUS e maior oferta na rede privada.

Apesar da disponibilidade, a adesão ainda está abaixo do ideal. Especialistas apontam queda na confiança e na percepção de risco como fatores que impactam a cobertura vacinal. Nesse cenário, a orientação é avaliar o risco individual e manter o calendário de vacinação em dia, combinando os imunizantes necessários ao longo do tempo.

Com informação: G1

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