Especialistas, gestores públicos e pesquisadores reúnem-se na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) entre os dias 22 e 24 de abril para a realização do 5º Fórum Catarinense de Arborização Urbana e do 7º Encontro Regional Sul de Arborização Urbana. O evento, iniciado na tarde desta quarta-feira (22), busca debater soluções voltadas à qualificação das florestas urbanas e ao fortalecimento das cidades frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Políticas públicas e integração sustentável
De acordo com as informações divulgadas pela Alesc, o encontro tem como objetivo central fomentar o intercâmbio de experiências e disseminar boas práticas no manejo da vegetação nas cidades. A programação inclui temas como tecnologias aplicadas à infraestrutura verde, gestão de riscos e o uso de soluções baseadas na natureza.
Para o deputado Marquito (Psol), o debate é fundamental para enfrentar o cenário ambiental atual, ressaltando que a arborização impacta o bem-estar e a regulação térmica nos centros urbanos. “Santa Catarina ainda apresenta baixos índices de arborização e por isso a importância de iniciativas que ampliem o planejamento no setor, como o projeto de lei em tramitação na Alesc que institui a política estadual de arborização urbana”, comentou o parlamentar.
Planejamento técnico e critérios de manejo
Um dos pontos destacados durante as discussões foi a necessidade de critérios técnicos na expansão da cobertura verde. O coordenador estadual da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), Charles Coelho, reforçou que o desafio não é apenas quantitativo. “Não se trata de plantar por plantar. É preciso planejamento, escolha adequada das espécies e critérios técnicos, evitando conflitos com calçadas e redes elétricas”, explicou Coelho à equipe de comunicação do evento.
O especialista ressaltou que a realização periódica deste fórum tem gerado avanços práticos na gestão pública catarinense. Segundo os dados apresentados, sete municípios do estado já possuem planos municipais de arborização, um avanço em relação às edições iniciais do encontro.
Diretrizes federais para a cobertura arbórea
No âmbito federal, a coordenadora-geral do Ministério do Meio Ambiente, Jennifer Viezzer, apresentou o Plano Nacional de Arborização Urbana (Planal). Segundo a representante ministerial, o instrumento visa orientar os municípios na ampliação da cobertura vegetal com prioridade para espécies nativas. “A arborização urbana melhora o microclima, contribui para a gestão das águas e reduz os impactos das mudanças climáticas, além de promover saúde e qualidade de vida”, pontuou Viezzer.
Impacto na realidade urbana e parcerias
A presidente da SBAU, Ana Lícia Patriota, reforçou que políticas estruturadas podem transformar a realidade brasileira ao evitar problemas de infraestrutura e potencializar ganhos sociais. “É plantar a árvore certa no lugar certo. Isso gera conforto térmico, valoriza os espaços urbanos e melhora a vida das pessoas”, afirmou Patriota.
O fórum é promovido pela Prefeitura de Florianópolis, por intermédio da Floram, e conta com o suporte institucional da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da SBAU. Além das palestras técnicas, o cronograma prevê espaços para a troca direta de informações entre as prefeituras catarinenses.











