O Governo de Morro da Fumaça anunciou, nesta terça-feira (28), no Salão de Atos Octávio Naspolini, o início de uma nova etapa do Censo dos Transtornos Neurodivergentes para mapear a realidade local e planejar políticas públicas de inclusão. A iniciativa, que integra um pacote histórico de investimentos no município, busca identificar cidadãos com condições como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Dislexia, entre outras variações do funcionamento cerebral. De acordo com informações da prefeitura, o levantamento fundamentará a aplicação de recursos em saúde, educação e assistência social.
Mapeamento e investimentos em políticas públicas
A nova fase do censo faz parte de um plano de investimentos que prevê a aplicação de aproximadamente R$ 200 milhões em Morro da Fumaça até o ano de 2028. Os recursos englobam obras estruturais e projetos sociais destinados à melhoria da qualidade de vida da população. Para o prefeito Eduardo Sartor Guollo, o levantamento é um instrumento de gestão estratégica. “Conhecer a realidade das nossas famílias é essencial para que possamos planejar, investir e oferecer um atendimento cada vez mais qualificado. Este censo vai nos dar as informações necessárias para avançarmos com responsabilidade, inclusão e respeito às necessidades de cada cidadão”, destacou o chefe do Executivo.
Atendimento humanizado e rede de apoio
O mapeamento será executado nas próximas semanas com o auxílio direto das agentes comunitárias de saúde, que visitarão as residências para coletar dados junto às famílias. A secretária de Saúde e Desenvolvimento Social, Lucelane de Souza Antunes, explicou que a precisão dos dados é fundamental para a eficiência do serviço público. “Hoje, temos pacientes em nosso município, mas ainda não conhecemos com precisão a realidade de cada um deles. Precisamos identificar onde estão, como estão sendo acompanhados, quais são suas necessidades, que tipo de suporte já recebem e qual é a rede de apoio disponível. Somente com essas informações será possível desenvolver políticas públicas capazes de atender, de forma humanizada e eficiente, às demandas de cada pessoa e de suas famílias”, afirmou a secretária.
A base legal do projeto reside na Lei nº 2.459/2025, que instituiu o Programa Municipal de Censo de Inclusão das Pessoas Diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista. A autora da legislação, vereadora Marijane Felippe, ressaltou que a iniciativa permite uma visão detalhada do contexto social dos pacientes. “O censo será fundamental para direcionar as políticas públicas e tornar o atendimento mais eficiente. Vai muito além dos números. Vamos compreender o núcleo familiar, a realidade social, educacional e de saúde em que cada paciente está inserido”, pontuou a parlamentar.
Integração entre setores municipais
A coleta de dados visa beneficiar também a rede municipal de ensino, permitindo que o suporte pedagógico seja adaptado às necessidades específicas dos alunos neurodivergentes. O secretário do Sistema de Educação, Marcos Silveira de Jesus, enfatizou a importância da cooperação intersetorial. “A inclusão exige conhecimento e planejamento. Com esse novo levantamento, a educação poderá atuar de forma ainda mais estratégica, garantindo suporte adequado aos estudantes e fortalecendo o trabalho conjunto com a saúde, a assistência social e as famílias”, ressaltou.
O evento de lançamento contou com a presença de psicopedagogas, representantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e das unidades de assistência social (Cras e Creas), reforçando a mobilização dos diferentes órgãos municipais para a execução do censo.











