O ranking de consumo de gás natural em Santa Catarina registrou mudanças em seu levantamento mensal mais recente, realizado pela SCGÁS, com São Francisco do Sul assumindo a terceira posição e superando Joinville devido à dinâmica das atividades produtivas regionais. O município do Norte catarinense agora integra o grupo das três cidades com maior demanda pelo energético no estado, alterando uma configuração histórica que mantinha Joinville entre os líderes.
Criciúma mantém liderança impulsionada pelo setor cerâmico
Conforme os dados oficiais da SCGÁS, Criciúma permanece na primeira colocação do ranking, sendo responsável por 16,1% do volume total distribuído no período. A cidade registrou o consumo de 8.147.412 m³ de gás natural, de um total de 50.600.035 m³ movimentados em todo o território catarinense.
Além do volume consumido, o município do Sul do estado se destaca pela concentração de usuários. Criciúma reúne cerca de 30% da base de clientes da companhia, somando mais de 11 mil pontos conectados à rede de distribuição. O desempenho é atribuído diretamente à relevância do polo cerâmico regional, que utiliza o gás natural como insumo essencial em processos industriais de larga escala.
Desempenho industrial define posições no ranking estadual
A segunda posição no consumo estadual é ocupada por Tijucas, com 13,1% da demanda total. A relevância do município no cenário energético é explicada pela presença da unidade industrial da Portobello, identificada como uma das maiores consumidoras individuais de gás natural em Santa Catarina.
Logo atrás, São Francisco do Sul consolidou sua nova posição com 11,2% do volume, enquanto Joinville registrou 11% do consumo total. Para a concessionária, esses números evidenciam como a infraestrutura de gás está atrelada ao ritmo de crescimento das cidades.
Perspectivas de expansão e desenvolvimento econômico
A diversificação do consumo entre diferentes municípios sinaliza uma evolução na infraestrutura e na atividade econômica catarinense. O diretor-presidente da SCGÁS, Otmar Müller, destaca que o comportamento dos dados acompanha a realidade das regiões. “Esse tipo de movimento mostra como o consumo de gás acompanha diretamente o desenvolvimento econômico das regiões. Os dados tendem a refletir a evolução das atividades produtivas e da infraestrutura em cada município”, afirma o executivo.
O avanço de novas cidades no ranking reforça a necessidade de continuidade na expansão da rede de distribuição para atender novos polos industriais e comerciais que buscam o energético para aumentar a competitividade produtiva no estado.











