A preservação da memória coletiva, a valorização das tradições culturais e o diálogo entre a Universidade e a comunidade estiveram no centro de uma ação extensionista promovida pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesc.
Por meio da disciplina de Patrimônio, os acadêmicos realizaram Inventários Participativos de Patrimônio Cultural, metodologia criada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que incentiva a participação das comunidades na identificação e documentação de bens culturais considerados importantes para sua história e identidade.
Durante o semestre, os estudantes mapearam e registraram diferentes manifestações do patrimônio imaterial presentes em seus territórios de convivência. O levantamento contemplou celebrações, conhecimentos tradicionais, expressões artísticas, ofícios e práticas religiosas reconhecidas pela população local como elementos representativos de sua cultura.
Segundo a professora Aline Eyng Savi, a curricularização da Extensão amplia a compreensão dos acadêmicos sobre o patrimônio cultural, mostrando que ele vai além de museus e edificações históricas, estando também presente nas memórias, saberes e costumes cotidianos das comunidades.
O trabalho incluiu pesquisa bibliográfica, análise documental, entrevistas com moradores, além de registros fotográficos e audiovisuais. Todas as etapas seguiram as orientações do Manual de Inventários Participativos do Iphan, proporcionando aos estudantes uma experiência prática de pesquisa e documentação patrimonial.
Além da produção técnica, os acadêmicos transformaram o conteúdo levantado em materiais educativos voltados às crianças. Foram elaborados livros ilustrados, jogos pedagógicos e cartas educativas adaptados ao público infantil, posteriormente entregues e apresentados pelos próprios estudantes em escolas municipais parceiras.
A iniciativa permitiu que alunos e educadores tivessem contato direto com a história e as referências culturais da região, estimulando o reconhecimento da identidade local desde os primeiros anos da formação escolar.
Como resultado adicional, todo o material produzido durante os inventários — incluindo fichas de registro, fotografias, entrevistas e análises históricas — passou a integrar o acervo do Centro de Memória e Documentação da Unesc (Cedoc), ampliando as fontes de consulta disponíveis para pesquisadores e para a comunidade.
Para a professora Aline Eyng Savi, a ação contribui para que o conhecimento construído na Universidade retorne à sociedade em forma de preservação da memória, educação e cidadania, fortalecendo a valorização do patrimônio cultural regional.












