O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nos próximos dias, em Brasília, se Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, continuará na Superintendência da Polícia Federal ou será transferido para um presídio. A definição ocorre após a Polícia Federal rejeitar um novo pedido de delação premiada do investigado e defender a mudança do local de custódia.
Segundo a Revista Oeste, com informações da Agência Estado, Vorcaro está preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A permanência no local passou a ser reavaliada depois que a PF rejeitou a segunda proposta de colaboração apresentada pelo ex-controlador do Banco Master.
PGR deve se manifestar sobre o caso
André Mendonça solicitou um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de definir o próximo passo. A resposta deve ser enviada nos próximos dias.
A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ainda analisa se aceitará ou rejeitará a segunda proposta de colaboração de Vorcaro. Enquanto isso, o ministro do STF poderá manter o investigado na Superintendência da PF até uma manifestação final da PGR ou determinar a transferência para a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, também em Brasília.
PF defende transferência para presídio
Daniel Vorcaro está preso desde o início de março, por decisão de André Mendonça. De acordo com a publicação, a prisão foi determinada depois de a Polícia Federal afirmar que o investigado usava uma milícia armada para ameaçar adversários e contava com um grupo de hackers para invadir sistemas de órgãos de investigação.
Inicialmente, o ex-controlador do Banco Master havia sido transferido de um presídio federal de segurança máxima para uma cela especial na Superintendência da PF. No local, a defesa tinha acesso facilitado para trabalhar no material da delação premiada.
Com a rejeição da nova proposta de colaboração, a Polícia Federal passou a defender que Vorcaro retorne para uma unidade prisional. A decisão final, no entanto, caberá ao ministro André Mendonça após a manifestação da PGR.












