Empresários do setor industrial apontam a redução de impostos, a consolidação da reforma tributária, o equilíbrio fiscal e melhorias na gestão pública como principais prioridades para a próxima gestão do governo federal. Os dados fazem parte de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira (22), com participação de 1.003 executivos de empresas de pequeno, médio e grande portes de todas as regiões do país.
O levantamento foi realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entre os dias 7 de maio e 5 de junho e mostrou que temas relacionados às áreas fiscal e tributária têm maior destaque entre os empresários do que políticas diretamente voltadas ao setor produtivo.
Segundo a pesquisa, 29% dos entrevistados consideram a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária as medidas mais urgentes para a próxima administração federal. Outros 22% apontaram o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública como prioridades, enquanto 21% defenderam o incentivo à indústria e à produção.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a integração entre as políticas fiscal e monetária é essencial para ampliar os investimentos e fortalecer o desenvolvimento produtivo. Para ele, a indústria precisa de um ambiente que favoreça a inovação e o crescimento econômico.
Quando questionados sobre as prioridades para suas próprias empresas e para o ambiente de negócios, os empresários destacaram novamente a redução da carga tributária, citada por 45% dos participantes. A redução dos juros e a ampliação do acesso ao crédito aparecem na sequência, com 26%, enquanto o incentivo à indústria foi mencionado por 21%.
De acordo com a Agência Brasil, entre os principais desafios enfrentados pelo setor no último ano estão a alta carga tributária, a dificuldade para encontrar mão de obra e as taxas elevadas de juros, apontadas como fatores de grande impacto pelos entrevistados.
A pesquisa também avaliou as perspectivas de investimento para os próximos quatro anos. Do total de empresários ouvidos, 41% afirmaram que pretendem manter o atual nível de investimentos, enquanto 28% planejam aumentar os recursos aplicados. Outros 9% indicaram intenção de reduzir investimentos e 20% disseram que não pretendem investir no período.
Os resultados foram apresentados durante o evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, realizado nesta segunda-feira (22). No encontro, a CNI também apresentou propostas relacionadas às contas públicas e políticas de desenvolvimento econômico.












