GeralAcadêmicos criam tecnologia para auxiliar crianças autistas

Acadêmicos criam tecnologia para auxiliar crianças autistas

Acadêmicos do segundo semestre do curso de Ciência da Computação da Unesc desenvolveram protótipos de tecnologia assistiva para auxiliar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) atendidas pela Apae de Criciúma. A iniciativa faz parte do projeto de extensão “Inclusão Digital na Apae”, realizado durante o semestre, com entrega dos equipamentos prevista entre agosto e setembro. O objetivo é ampliar a comunicação de alunos não verbais por meio de soluções de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).

A proposta nasceu dentro do projeto de extensão criado em 2014, que busca aproximar a universidade da comunidade por meio da inclusão digital. Logo no início do semestre, os estudantes visitaram a Apae para conhecer a rotina da instituição, conversar com cuidadores e identificar as principais necessidades dos atendidos antes de iniciar o desenvolvimento dos dispositivos.

Para criar os protótipos, as equipes reuniram conhecimentos adquiridos nas disciplinas de Eletrônica de Sistemas Digitais, Laboratório de Programação, Design e Interação, além de Funções e Derivadas. O resultado foram cinco equipamentos voltados à comunicação assistiva, utilizando componentes como Arduino Uno, leitor RFID RC522, módulo DFPlayer Mini, LEDs, alto-falante e cartões RFID.

Segundo o coordenador do projeto e professor do Laboratório de Programação, Luciano Antunes, os trabalhos demonstraram a integração entre diferentes áreas do conhecimento e o comprometimento dos estudantes com uma causa social. Os equipamentos passarão pelos ajustes finais antes de serem entregues à Apae no início do próximo semestre.

A professora Louise Miron Roloff destacou que o projeto também permitiu aos acadêmicos compreenderem, na prática, a importância da matemática na construção de soluções tecnológicas. De acordo com ela, conceitos de funções e derivadas foram essenciais para o desenvolvimento dos protótipos.

O professor Ênio José Peruchi ressaltou o impacto humano da iniciativa, afirmando que projetos de extensão aproximam os futuros profissionais da realidade de pessoas que enfrentam desafios diários e fortalecem valores como empatia, cidadania e responsabilidade social.

Para o estudante Eduardo Lentz Vendramini, a experiência proporcionou uma nova visão sobre a aplicação da tecnologia. Segundo ele, o projeto permitiu desenvolver habilidades além da sala de aula e mostrou como o conhecimento pode ser utilizado para melhorar a qualidade de vida de quem mais precisa.

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