O dólar encerrou esta sexta-feira (31) praticamente estável, cotado a R$ 5,069, enquanto acumulou queda de 1,82% ao longo de julho. O movimento ocorreu no mercado financeiro brasileiro, influenciado pela busca de investidores por ativos considerados mais seguros diante do aumento das tensões no Oriente Médio e pelo fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. Apesar da leve alta diária, o real foi beneficiado durante o mês por fatores como o fluxo de investimentos estrangeiros, os juros elevados no Brasil e a valorização do petróleo.
No fechamento do pregão, a moeda norte-americana registrou alta de 0,13% em relação ao dia anterior. A movimentação ocorreu após o encerramento da formação da Ptax, taxa de referência utilizada para atualização da dívida pública atrelada ao dólar e das reservas internacionais.
De acordo com a Agência Brasil, o cenário externo seguiu pressionado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã, além da continuidade das tensões envolvendo a Faixa de Gaza. A valorização dos títulos do Tesouro norte-americano, após integrantes do Federal Reserve defenderem juros mais altos, também reforçou a procura pela moeda dos Estados Unidos.
Mesmo assim, no acumulado de 2026, o dólar apresenta retração de 7,73%. Entre os fatores que favoreceram o desempenho do real em julho estão a alta do petróleo, importante para um país exportador como o Brasil, a entrada de capital estrangeiro e o diferencial dos juros brasileiros, que continua atraindo investidores.
Na Bolsa de Valores, o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos, alcançando o maior nível de encerramento desde 14 de maio. No mês, o principal índice da B3 acumulou valorização de 3,47%, encerrando uma sequência de quatro meses de perdas. Em 2026, o ganho já chega a 10,47%.
A sessão foi marcada por um atraso superior a duas horas na abertura dos mercados de ações e juros devido a um problema técnico na infraestrutura de pós-negociação da B3. Segundo a bolsa, a falha teve origem em um componente tecnológico e não apresentou indícios de ataque cibernético. Apesar do contratempo, os ativos recuperaram o ritmo ao longo do dia.
O mercado internacional também acompanhou a forte valorização do petróleo. O barril do Brent terminou cotado a US$ 87,93, com alta de 1,21%, enquanto o WTI fechou a US$ 84,67, avançando 1,29%. Em julho, os dois contratos acumularam ganhos expressivos de 23,5% e 21,8%, respectivamente.
A escalada dos preços foi impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após relatos de novas ações militares e preocupações com possíveis restrições ao transporte de petróleo no Estreito de Ormuz. O mercado também aguarda as decisões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre os próximos níveis de produção.













