O dólar abriu a sessão desta terça-feira (18) em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,2137 por volta das 9h, em um cenário de atenção dos investidores às tensões entre Estados Unidos e Irã, ao comportamento do petróleo e a novos indicadores da economia norte-americana. No Brasil, o mercado também acompanha os efeitos do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia e a movimentação de investidores estrangeiros na Bolsa.
A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a colocar o Estreito de Ormuz no centro das preocupações dos mercados. O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que a passagem permanecerá fechada até que os Estados Unidos atendam às condições previstas em um acordo provisório.
Entre as exigências apresentadas pelo Irã estão o encerramento do bloqueio marítimo e das sanções, além da liberação de ativos iranianos que permanecem congelados.
O possível impacto sobre a circulação de petróleo mantém os preços da commodity sob observação. Por volta das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, registrava alta de 0,01%, a US$ 90,88. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 0,50%, cotado a US$ 84,92.
Indicadores dos Estados Unidos
Além do cenário internacional, investidores avaliam nesta terça-feira novos dados sobre a atividade econômica dos Estados Unidos. Entre os indicadores previstos estão a variação semanal de empregos medida pelo relatório ADP, além de números relacionados à indústria, construção e preços de exportação.
Os dados podem influenciar as expectativas do mercado sobre o desempenho da economia norte-americana e os próximos passos da política monetária do país.
Casas Bahia entra no radar
No mercado brasileiro, o setor varejista também chama a atenção. No domingo (16), a Casas Bahia apresentou pedido de recuperação judicial à Justiça de São Paulo, envolvendo a companhia e outras nove empresas do grupo.
O processo tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas, além de permitir a continuidade das operações.
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira para que empresas em dificuldades financeiras possam reorganizar seus débitos sob acompanhamento da Justiça, buscando preservar as atividades e os empregos.
O movimento ocorre em um momento de cautela entre investidores, especialmente diante da saída de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira.
Tensão em Ormuz
O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de atenção do mercado internacional. Antes da guerra, a rota era utilizada por cerca de 20% do comércio global.
Na segunda-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também elevou o tom ao ameaçar bombardear Omã caso o país interferisse no controle do estreito. Omã participa das negociações entre americanos e iranianos e está entre os países que margeiam a passagem marítima, ao lado do Irã e da Arábia Saudita.
A situação gera preocupação sobre possíveis impactos na oferta de energia e petróleo e, consequentemente, sobre a inflação em diferentes países.
Bolsas internacionais
Na Ásia, os mercados acionários encerraram a sessão com movimentos variados. Na China, a queda das ações de empresas de inteligência artificial e tecnologia foi parcialmente compensada pela valorização dos papéis do setor de energia.
O CSI 300 recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai, SSEC, subiu 0,2%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,07%.
No Japão, o Nikkei caiu 2,54%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, registrou baixa de 1,55%.
No Brasil, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, inicia as negociações às 10h.
Desempenho acumulado do mercado:
- Semana: +0,36%;
- Mês: +2,58%;
- Ano: -5,25%.
Outro conjunto de indicadores informado:
- Semana: -3,06%;
- Mês: -6,05%;
- Ano: +3,79%.
Os números refletem o ambiente de cautela dos mercados diante das incertezas externas e dos sinais observados na economia brasileira.
Com informações da agência de notícias Reuters.














