O dólar voltou a subir e encerrou esta sexta-feira (15) acima de R$ 5, enquanto a bolsa brasileira registrou queda, em meio a um cenário de instabilidade global e incertezas políticas no Brasil. A movimentação foi impulsionada por conflitos no Oriente Médio, pressões inflacionárias internacionais e ruídos no ambiente político nacional.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,067, com alta de 1,63%, atingindo o maior nível em um mês. Durante o dia, chegou a R$ 5,08. Na semana, o avanço acumulado foi de 3,48%, embora, no ano, ainda registre queda de 7,70%.
Já o índice Ibovespa encerrou aos 177.284 pontos, com recuo de 0,61%, refletindo tanto o cenário externo adverso quanto preocupações fiscais e políticas no Brasil. Apesar da pressão, ações da Petrobras ajudaram a reduzir perdas ao longo do pregão.
No cenário internacional, investidores reagiram à possibilidade de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, diante da persistência da inflação global, influenciada pela alta do petróleo e tensões geopolíticas envolvendo Irã e Estados Unidos. Declarações do presidente Donald Trump também contribuíram para o aumento da aversão ao risco.
De acordo com a Agência Brasil, outro fator de impacto foi a elevação dos juros no Japão, que levou à redução de operações de “carry trade”, resultando na saída de capital de países emergentes como o Brasil e fortalecimento do dólar.
Internamente, o mercado acompanhou desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, aumentando a cautela entre investidores.
O petróleo também registrou forte alta, com o barril Brent subindo 3,35%, cotado a US$ 109,26, e o WTI avançando 4,2%, a US$ 105,42. A valorização foi impulsionada pela escalada de tensões no Oriente Médio e incertezas sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica global.













