A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) avaliou como construtiva, nesta sexta-feira (21), a retomada do diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em Florianópolis, a entidade defendeu, porém, que as negociações comerciais avancem com urgência diante dos impactos das sobretaxas norte-americanas sobre a indústria, as exportações e os empregos em Santa Catarina.
Segundo a FIESC, a sinalização de que equipes técnicas dos dois países voltarão a se reunir representa um passo importante para a busca de uma solução negociada. A entidade sustenta que as tratativas devem priorizar o diálogo institucional e os interesses econômicos, sem interferências de caráter político-eleitoral.
“É fundamental que cessem manifestações inflamadas buscando dividendos eleitorais”, afirmou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
FIESC defende negociação comercial
A posição da entidade é de que a negociação entre Brasil e Estados Unidos deve ser conduzida com pragmatismo e foco na redução das barreiras enfrentadas pelo setor produtivo.
Santa Catarina está entre os estados afetados pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Conforme a FIESC, as medidas pressionam a competitividade das empresas catarinenses e podem provocar reflexos sobre as exportações e a manutenção dos postos de trabalho.
“A negociação comercial é o único caminho sustentável para evitar retaliações em cadeia e a retração das exportações industriais”, declarou Seleme.
Equipes dos dois países devem retomar conversas
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que, após a conversa entre Lula e Trump, houve contato do representante comercial dos Estados Unidos para a retomada das negociações.
Representantes brasileiros deverão se reunir com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos para dar continuidade às tratativas.
Para a FIESC, a abertura desse canal reforça a possibilidade de uma saída negociada para o impasse comercial. A entidade informou que continuará acompanhando as conversas e atuando na defesa da competitividade, dos exportadores e dos empregos ligados à indústria de Santa Catarina.












