Representantes do governo federal, trabalhadores e empregadores reúnem-se em São Paulo, entre os dias 3 e 5 de março, para a etapa final da II Conferência Nacional de Trabalho. O objetivo do encontro é debater 56 propostas de políticas públicas voltadas ao setor, buscando consolidar diretrizes para o desenvolvimento laboral no país. Segundo informações da Gerência de Comunicação da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a pauta contempla 32 itens de consenso e 24 sugestões apresentadas individualmente pelas bancadas.
Participação do setor industrial catarinense
A FIESC marcará presença no evento integrando a comitiva patronal, ao lado da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras representações do setor produtivo. A atuação em São Paulo é um desdobramento direto da etapa estadual da conferência, realizada em Santa Catarina no dia 13 de novembro do ano anterior. Naquela ocasião, as bases para as sugestões que serão levadas ao fórum nacional foram estruturadas em conjunto com as lideranças industriais locais.
Propostas e posicionamentos técnicos
O grupo patronal pretende apresentar visões técnicas sobre os temas em discussão, priorizando o equilíbrio entre as necessidades de produção e os direitos vigentes. A articulação entre a CNI e as federações estaduais visa garantir que as particularidades regionais da indústria brasileira sejam consideradas na formulação das novas políticas públicas.
Defesa da modernização e negociação coletiva
Um dos pontos centrais da defesa da FIESC durante a conferência nacional será a manutenção e o aprimoramento dos avanços conquistados com a modernização trabalhista de 2017. A entidade reforça a importância da valorização da negociação coletiva, permitindo que acordos específicos entre empresas e sindicatos tenham segurança jurídica para atender às demandas de cada segmento.
A federação catarinense sustenta que a diversificação nas formas de contratação é um fator determinante para o desenvolvimento econômico e social. Para a instituição, a flexibilidade responsável no mercado de trabalho contribui diretamente para a geração de novos postos de trabalho e para a competitividade da indústria nacional frente aos desafios globais.













