EconomiaNovo piso regional de SC chega a R$ 2.106 em 2026

Novo piso regional de SC chega a R$ 2.106 em 2026

O governador Jorginho Mello sancionou a nova lei que atualiza o piso salarial regional em Santa Catarina, estabelecendo o estado como o detentor da segunda maior remuneração mínima do país a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida visa garantir ganho real aos trabalhadores de categorias não contempladas por acordos coletivos, fixando valores que variam entre R$ 1.842 e R$ 2.106. De acordo com o governo estadual, o reajuste promove a valorização da mão de obra local e o fortalecimento da economia catarinense frente aos indicadores nacionais.

Impacto econômico e comparação com o piso nacional

Com a nova legislação, o salário mínimo catarinense passa a operar com valores significativamente superiores à base federal, atualmente estabelecida em R$ 1.621. Na faixa inicial, o piso estadual é 13,6% maior que o nacional, representando um acréscimo de R$ 221. Já na faixa mais elevada, a diferença atinge 29,9%, o que significa R$ 485 a mais na remuneração do trabalhador.

O reajuste aplicado foi de 6,49%, índice que supera a inflação registrada em 2025 em 2,23%. Sobre o impacto da medida, o governador Jorginho Mello afirmou que “o reajuste de 6,49% aprovado para o salário mínimo regional garante ganho real para os trabalhadores catarinenses, valoriza quem produz e movimenta a nossa economia, o que significa mais dinheiro no bolso de quem trabalha”.

Divisão por faixas de atividade econômica

O piso regional em Santa Catarina é estruturado em quatro faixas distintas para contemplar diversos setores produtivos. A primeira faixa, reajustada para R$ 1.842, abrange profissionais da agricultura, pecuária, pesca, indústrias extrativas, construção civil e empregados domésticos. A segunda faixa subiu para R$ 1.908, englobando trabalhadores das indústrias do vestuário, calçados, papel, papelão, além dos setores de comunicações e telemarketing.

Detalhamento das categorias superiores

Na terceira faixa, o valor foi atualizado para R$ 2.022, sendo destinado aos trabalhadores das indústrias químicas, farmacêuticas, de alimentação e do comércio em geral. Por fim, a quarta faixa alcança R$ 2.106, contemplando setores como metalurgia, mecânica, artes gráficas, processamento de dados, motoristas e profissionais de serviços de saúde.

Contexto nacional e abrangência da medida

A aplicação do piso regional funciona como uma rede de proteção para trabalhadores que não possuem salário mínimo definido em lei federal ou convenções coletivas. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados no fim de 2025, cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm seus rendimentos vinculados ao salário mínimo nacional, evidenciando a importância de referências estaduais mais elevadas para a distribuição de renda local.

A nova lei possui efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026, garantindo que os pagamentos efetuados desde o início do ano sejam ajustados conforme os novos parâmetros estabelecidos pelo Poder Executivo estadual.

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