EconomiaVarejo brasileiro bate recorde histórico em fevereiro

Varejo brasileiro bate recorde histórico em fevereiro

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro registrou alta de 0,6% em fevereiro de 2026, atingindo um novo recorde histórico na série iniciada em 2000, devido ao protagonismo de setores que ofertam produtos básicos. Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foram apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15), em âmbito nacional. O desempenho supera a marca anterior estabelecida em janeiro e reforça a tendência de recuperação do setor.

De acordo com a Agência Brasil, o índice de média móvel trimestral para o varejo encerrou o período em 0,2%. O resultado consolida uma sequência de indicadores positivos iniciada no final do ano passado. O gerente da PMC, Cristiano Santos, pontuou que o setor apresentou estabilidade recente, com exceção de um breve recuo no final de 2025. O especialista detalhou que, na passagem de dezembro para janeiro, o avanço foi de 0,4%, observando que “antes disso, a gente vinha de uma queda. Mas nos últimos seis meses este foi o único resultado negativo, o resultado de dezembro.”

Setores em alta impulsionam o resultado positivo

Das oito categorias investigadas pela pesquisa, quatro apresentaram crescimento no volume de vendas durante o mês de fevereiro. O destaque ficou com o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que avançou 2,4%. Outros grupos que contribuíram para o recorde histórico foram combustíveis e lubrificantes (1,7%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%).

Impacto dos produtos básicos no indicador geral

Em contrapartida, quatro setores registraram retração no período. As quedas foram lideradas por equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), seguidos por outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Apesar desses recuos pontuais, a sustentação do índice geral foi garantida pelo consumo essencial. Conforme explica o gerente Cristiano Santos, o resultado positivo observado neste ano foi incentivado pela “volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio, sobretudo atividades de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que tem um peso grande no indicador geral.”

Relacionados

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img
spot_img

Últimas Notícias