A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nesta sexta-feira (17), uma ação técnica de monitoramento em Araranguá para ampliar e qualificar o atendimento prestado às pessoas ostomizadas, visando a eficiência na aplicação de recursos e a sustentabilidade da assistência em Santa Catarina. O serviço estadual atende atualmente mais de 6 mil pacientes e busca, com esta iniciativa, reorganizar os fluxos regionais e garantir que o fornecimento de insumos ocorra de forma humanizada e adequada à real necessidade dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Investimento e referência em insumos
De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde, Santa Catarina mantém um dos programas mais estruturados do país, oferecendo uma variedade de insumos superior ao que é preconizado pelo Ministério da Saúde. Em 2025, o investimento total na aquisição desses materiais ultrapassou R$ 40 milhões, sendo que 94% deste montante foi proveniente de recursos próprios do Governo do Estado para a manutenção direta do serviço.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, reforça que o estado é uma referência nacional no setor. “Santa Catarina é referência nacional no cuidado e no fornecimento de insumos às pessoas com estomias. Seguindo a orientação do governador Jorginho Mello, estamos fortalecendo essa política pública, consolidando-a como um dos programas mais estruturados e eficientes do país. Contamos com o apoio de todos os municípios para continuarmos avançando na oferta de uma assistência humanizada, segura e de qualidade às pessoas ostomizadas”, destaca o secretário.
Monitoramento e sustentabilidade do sistema
A visita técnica ocorrida em Araranguá faz parte de um cronograma que já contemplou as regiões de Joinville, Blumenau e Itajaí. O objetivo central é identificar gargalos e atualizar as demandas locais para possibilitar a incorporação de novas tecnologias assistenciais. A expectativa da SES é que o monitoramento contínuo evite o desperdício de materiais e permita que os recursos públicos sejam reinvestidos na própria rede de cuidados.
A gerente de Habilitações e Redes de Atenção, Jaqueline Reginatto, explica que o acompanhamento rigoroso é o que permite a evolução do serviço. “O monitoramento do serviço será essencial para assegurar a correta utilização dos insumos, evitar desperdícios e promover a melhor aplicação dos recursos públicos. Isso permite ampliar a capacidade de atendimento, possibilitar novos investimentos e atualizar as demandas de forma mais precisa, viabilizando, inclusive, a incorporação de novas tecnologias, sempre com foco na melhoria do cuidado aos usuários”, afirma a gerente.
Responsabilidades institucionais na linha de cuidado
Conforme a organização da linha de cuidado estabelecida pela SES, o atendimento clínico direto aos pacientes ostomizados é de responsabilidade dos municípios. À esfera estadual cabe a regulação técnica do serviço, a aquisição centralizada dos materiais e a distribuição para as regionais, seguindo rigorosamente as prescrições médicas emitidas pelas equipes municipais.
As ações de monitoramento seguirão um cronograma estabelecido pela secretaria nas demais regiões do estado a partir da próxima semana. A cooperação entre o Estado e as prefeituras é apontada pela SES como o fator determinante para assegurar que a distribuição dos insumos seja compatível com a necessidade clínica de cada paciente, promovendo maior conforto e qualidade de vida aos usuários catarinenses.










