SaúdeFuncionários do Hospital Santa Catarina entram em greve

Funcionários do Hospital Santa Catarina entram em greve

Os trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma, deflagraram uma greve na manhã desta quinta-feira (05). A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), ocorre em protesto contra atrasos recorrentes em benefícios e encargos trabalhistas. A categoria busca pressionar a gestão para a regularização de pagamentos fundamentais.

Motivações e reivindicações da categoria

De acordo com informações fornecidas pelo Sindisaúde à imprensa, o movimento é motivado por uma série de pendências financeiras. Entre os principais problemas listados estão o atraso no repasse do vale-alimentação e do vale-transporte, além de débitos referentes ao pagamento de férias.

Somado a isso, os profissionais denunciam a ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde outubro do ano passado e inconsistências no repasse do complemento do piso nacional da Enfermagem. Segundo o presidente do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido, a situação é um reflexo de problemas que se estendem desde o ano anterior. “O ano mudou, mas os problemas continuam e a mobilização dos trabalhadores é uma forma de pressão”, afirmou o dirigente.

Funcionamento do hospital durante a greve

Para garantir o atendimento à população e cumprir os requisitos legais de serviços essenciais, a paralisação não atinge a totalidade do quadro de funcionários. A greve mantém uma média de 50% dos colaboradores em atividade no turno atual, priorizando áreas críticas.

“A greve atinge a média de 50% dos funcionários deste turno porque o sindicato precisa manter os atendimentos essenciais e a emergência”, explicou Cândido. O controle do efetivo visa assegurar que pacientes em estado grave ou em procedimentos de urgência não fiquem desassistidos durante o período de mobilização.

Negociações com a administradora

O sindicato reforça que a continuidade do movimento depende do posicionamento do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), organização responsável pela gestão da unidade hospitalar. O presidente da entidade sindical informou que o canal de diálogo permanece aberto para buscar uma solução que atenda às demandas dos trabalhadores. Até o momento, a categoria aguarda uma proposta formal para a quitação dos débitos mencionados para avaliar a suspensão da greve.

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