PolíticaDallagnol e Chiquini devem pedir impeachment de Moraes

Dallagnol e Chiquini devem pedir impeachment de Moraes

O ex-deputado federal Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram para Brasília na manhã desta segunda-feira, 9 de março, para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida fundamenta-se em fundamentos jurídicos inéditos que apontam indícios de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação. Conforme informações da Revista Oeste, o grupo busca apresentar provas que vão além de alegações anteriores de abuso de autoridade.

Novos fundamentos jurídicos e acusações de crime

De acordo com o advogado Jeffrey Chiquini, a peça jurídica elaborada traz elementos que não foram utilizados em representações passadas contra o magistrado. Em declaração oficial durante o trajeto para a capital federal, Chiquini enfatizou que a gravidade dos fatos narrados justifica a nova investida no Senado Federal.

“Agora vai muito além de abusos, agora estamos falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação, de organização criminosa”, afirmou o advogado ao descrever o conteúdo do protocolo.

Questionamentos sobre contratos e interferência

O ex-procurador Deltan Dallagnol destacou pontos específicos que embasam a denúncia, citando transações financeiras que, segundo ele, exigem esclarecimentos. O foco das críticas recai sobre um contrato de R$ 129 milhões envolvendo Viviane Barci, esposa do ministro, e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Dallagnol questionou a natureza da relação comercial e os valores envolvidos no acordo. “A questão é: qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, tá escancarado”, declarou o ex-deputado, mencionando ainda que haveria indícios de interferência direta em investigações em curso.

A expectativa dos autores é que o pedido seja recebido e analisado com base em dados que podem ser corroborados por investigações da Polícia Federal. Chiquini e Dallagnol informaram que manterão o público atualizado sobre o andamento da iniciativa ao longo do dia em Brasília.

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