A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou uma sessão especial na noite desta terça-feira (28), em Florianópolis, para homenagear os 40 anos de fundação da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). Proposta pelo deputado Matheus Cadorin (Novo), a solenidade reuniu fundadores, diretores e associados para celebrar a trajetória da entidade que, desde 1986, atua como o principal pilar de representação do setor de inovação no estado, sendo responsável por consolidar a capital catarinense como um polo tecnológico de relevância nacional.
De acordo com informações divulgadas pela Alesc, a Acate conta atualmente com mais de 1,7 mil empresas associadas e mantém oito polos de inovação distribuídos por diferentes regiões do estado. O setor de tecnologia, impulsionado pela atuação da associação, já representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.
Trajetória e impacto econômico no estado
O fundador e primeiro presidente da Acate, José Fernando Xavier Faraco, relembrou o início da organização e o impacto imprevisto que a iniciativa alcançou ao longo das décadas. Segundo Faraco, a entidade funcionou como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento regional. “Celebramos 40 anos de uma ‘arma secreta’ que o estado desenvolveu buscando seu futuro. Não tínhamos previsão de um sucesso tão estrondoso. Uma ferramenta que proporcionou ao nosso estado o desenvolvimento de um setor que hoje responde por 7% do PIB estadual e transformou Florianópolis num polo tecnológico”, afirmou o fundador.
Cultura de cooperação como diferencial competitivo
Para as lideranças da associação, o modelo de gestão colaborativa é o fator que sustenta o crescimento do ecossistema de inovação. Iomane Engelmann, presidente do Conselho da Acate, ressaltou que a união entre empresas de diferentes portes fortalece o mercado local. “Num momento em que vivemos uma divisão na sociedade, nossa associação é exemplo de união. Os pequenos navegam com os grandes, os mais experientes ensinam os mais novos, e com isso estamos galgando nosso espaço na economia do estado e do país”, declarou Engelmann durante a solenidade.
Desafios futuros e a inteligência artificial
O atual presidente da Acate, Diego Brites Ramos, utilizou seu discurso para projetar os próximos passos da entidade diante das rápidas mudanças globais. Ramos enfatizou a necessidade de integração entre a academia, o governo e o setor produtivo para enfrentar as disrupções tecnológicas. “A revolução tecnológica seguirá cada vez mais rápida e selvagem. Precisamos ajudar nossas associadas a navegarem diante de tantas incertezas com o avanço exponencial de diversas tecnologias, como a inteligência artificial, que já está colocando em risco modelos de negócio que consideramos vencedores”, alertou o dirigente.
Integração com o setor público e a política
O proponente da homenagem, deputado Matheus Cadorin, destacou a necessidade de uma maior participação dos empreendedores de tecnologia na esfera política e na gestão pública. O parlamentar ressaltou que a importância econômica do setor deve ser convertida em influência nas decisões governamentais. “Somos uma força importante para a economia do estado. Nós, empreendedores do setor, precisamos falar mais de política, somos quase 10% da economia catarinense, precisamos muito de candidatos que representem o setor, para trazer nosso conhecimento para o setor público”, defendeu Cadorin.
A sessão especial também contou com a entrega de homenagens a cerca de 40 personalidades, incluindo ex-dirigentes e colaboradores que contribuíram para a história da associação. O evento foi acompanhado pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fábio Pinto, que representou o governo estadual, e por representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).











