O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira cotado abaixo de R$ 5,09, enquanto a Bolsa de Valores brasileira acumulou a quarta sessão consecutiva de queda. O desempenho dos mercados foi influenciado pela valorização do petróleo, pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e pelas incertezas envolvendo o cenário geopolítico no Oriente Médio.
A moeda norte-americana caiu 0,42% e fechou o dia a R$ 5,089. Ao longo de julho, o dólar acumula desvalorização de 1,42% frente ao real e, no ano, a queda já chega a 7,28%.
Durante a manhã, a cotação chegou a superar R$ 5,11, mas passou a recuar após a divulgação de propostas apresentadas por mediadores internacionais para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã. Apesar disso, novas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, voltaram a aumentar a cautela entre os investidores.
No Brasil, a diferença entre as taxas de juros praticadas pelos Estados Unidos e pelo mercado brasileiro continuou favorecendo operações de carry trade, atraindo investidores para ativos nacionais. A valorização do petróleo também fortaleceu o real ao melhorar as perspectivas para as exportações brasileiras. Na terceira semana de julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 526,3 milhões, enquanto as exportações cresceram 6,7% no acumulado do mês.
Já o Ibovespa fechou em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos. O principal índice da Bolsa chegou a ultrapassar os 174 mil pontos durante a manhã, impulsionado pela expectativa de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Entretanto, perdeu força ao longo da tarde após o endurecimento do discurso de Trump em relação ao governo iraniano.
De acordo com a Agência Brasil,as ações da Petrobras avançaram acompanhando a alta do petróleo, mas o desempenho positivo da estatal não foi suficiente para compensar as perdas registradas por empresas do setor de mineração.
No mercado internacional, os contratos de petróleo terminaram o dia em alta. O barril do Brent, referência para o mercado brasileiro, subiu 1,27%, encerrando a US$ 89,22. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 0,85%, fechando a US$ 82,48.
Os preços da commodity oscilaram ao longo da sessão diante das dúvidas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio. A confirmação de que o Irã recebeu propostas para reduzir as tensões amenizou momentaneamente o mercado, mas novas ameaças envolvendo a região, incluindo possíveis restrições no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, voltaram a sustentar as preocupações sobre a oferta global de petróleo.












