Acélio Casagrande, pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, participou nesta terça-feira (09) de entrevista ao Jornal Amorim, na 102.9 Amorim FM, em Sombrio, para apresentar sua trajetória pública, explicar os motivos da nova caminhada política e defender propostas nas áreas da saúde, educação, agricultura e atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Durante a entrevista, Casagrande afirmou que decidiu colocar novamente o nome à disposição após o resultado da última eleição. Segundo ele, foram 39,1 mil votos, desempenho que o deixou entre os candidatos mais votados do Estado, mas sem a eleição por conta da composição partidária. “Faltaram apenas 600 votos para a região ter mais um deputado e trazer, só em emendas, mais R$ 60 milhões”, declarou.
Trajetória na vida pública
Ao apresentar sua história, Casagrande destacou que nasceu em Criciúma, em uma família ligada à agricultura, e trabalhou no meio rural até os 17 anos. Depois, passou pela iniciativa privada antes de ingressar na administração pública.
Ele citou passagens pela Prefeitura de Criciúma, pela Secretaria de Estado da Saúde, pela Secretaria de Articulação Nacional em Brasília e pela Câmara dos Deputados. “Não basta estar em uma cadeira ou em uma função. A gente tem que se colocar no lugar daquele que precisa de ajuda”, afirmou.
Casagrande também relembrou programas e estruturas que, segundo ele, marcaram sua atuação na saúde pública. Entre os exemplos citados estão o Programa Saúde da Família, o DISC-192, que antecedeu o modelo do SAMU, e os serviços 24 horas, que mais tarde serviram de referência para unidades de pronto atendimento.
Saúde como principal bandeira
Questionado sobre as prioridades da pré-campanha, Casagrande afirmou que a saúde continuará sendo o eixo central do projeto político. “Número um é saúde. A saúde sempre. Eu vejo ainda que há muito o que fazer”, disse.
Entre as propostas defendidas, ele citou a ampliação de serviços especializados no Sul do Estado, com destaque para o transplante de fígado. Segundo Casagrande, pacientes da região ainda precisam se deslocar para centros distantes, como Blumenau, para consultas, exames e acompanhamento. “É desumano, muitas vezes, a pessoa ir três, quatro ou cinco vezes no mês para fazer um transplante e depois o pós-operatório”, afirmou.
O pré-candidato também citou a experiência do transplante de rim no Hospital São José, em Criciúma, como uma referência para novos avanços. “Trazer transplante de rim, para mim, foi uma conquista. A minha vida pública valeu a pena não só por isso, mas por isso já valeria”, declarou.
Atendimento regional e filas
Casagrande defendeu que a saúde pública precisa reduzir deslocamentos e aproximar os serviços da população. Para ele, um dos principais desafios de Santa Catarina está na oferta de internações, cirurgias de alta complexidade e leitos adequados mais perto da casa dos pacientes.
“Tem muita gente ainda esperando por uma prótese no joelho, no quadril ou por uma cirurgia de coluna. Há necessidade de persistir na proximidade dos atendimentos e também na solução deles”, afirmou.
Ele também citou a experiência recente como secretário de Saúde de Içara. Segundo Casagrande, a criação de protocolos ajudou a reduzir filas para exames. “Criamos protocolos. Hoje, uma solicitação de ressonância magnética ou endoscopia, por exemplo, em no máximo 10 ou 15 dias está sendo realizada”, disse.
Casa do Autista também entrou na pauta
A entrevista também abordou a mobilização pela implantação da Casa do Autista em Sombrio, pauta acompanhada pela 102.9 Amorim FM. Ao responder a uma ouvinte, Casagrande afirmou que o tema exige atenção do poder público e citou a importância de parcerias com entidades especializadas.
Segundo ele, o atendimento às famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista precisa ser estruturado de forma permanente. “Eu conheço famílias que têm crianças com espectro autista e sei o quanto elas sofrem. É aí que a gente deve se colocar no lugar delas”, afirmou.
Casagrande disse ainda que pretende conversar com pessoas envolvidas na mobilização local. “Gostaria muito de ter o contato das pessoas que estão à frente, além da Rádio Amorim, que parabenizo por estar à frente desse momento importante”, declarou.
Educação, qualificação e agricultura
Além da saúde, Casagrande também defendeu investimentos em educação integral e ensino profissionalizante. Para ele, a formação técnica pode ajudar adolescentes e ampliar as condições para atração de empresas.
“Se você tiver ensino integral e ensino profissionalizante na escola pública, consegue, além de profissionalizar, oferecer condições para empresas se instalarem em nosso Estado e em nossa região”, disse.
Na área da agricultura, o pré-candidato afirmou que o setor precisa de apoio técnico, incentivo à comercialização e melhorias de infraestrutura. Casagrande também defendeu maior aproximação entre gestores públicos e comunidades, citando a criação de conselhos populares de saúde em sua atuação na década de 1990.
Republicanos e nova caminhada
Ao explicar a escolha pelo Republicanos, Casagrande afirmou que a decisão levou em conta a viabilidade eleitoral e a identificação com o posicionamento do partido. Segundo ele, a nova legenda oferece melhores condições para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa.
“O partido político deve oferecer uma condição de servir. Hoje, mais do que nunca, é preciso avaliar a proposta do candidato pela sua história e por aquilo que pode realizar”, afirmou.












