O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22) cotado a R$ 5,053, registrando o menor fechamento desde 2 de junho. O recuo da moeda foi impulsionado pela valorização do petróleo, pela entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro e pelo interesse de investidores nos juros elevados praticados no país. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 2,44% e voltou a superar os 177 mil pontos.
A moeda norte-americana caiu 0,42%, acumulando a terceira sessão consecutiva de desvalorização e chegando ao menor patamar em quase dois meses. Apesar de iniciar o pregão em alta, o dólar perdeu força ao longo do dia, acompanhando o desempenho positivo da Bolsa brasileira e de outras moedas de mercados emergentes.
A valorização do petróleo também contribuiu para o cenário favorável. Como o Brasil é exportador líquido da commodity, o aumento no preço do barril melhora as perspectivas para a balança comercial do país, favorecendo o mercado cambial.
De acordo com a Agência Brasil, mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e com o anúncio de medidas de apoio às empresas afetadas, o mercado avaliou que esses fatores já estavam incorporados aos preços, reduzindo seus impactos sobre o câmbio.
Outro fator que fortaleceu o ambiente financeiro foi a divulgação de dados do Banco Central. O fluxo cambial acumulado em 2026 até julho permaneceu positivo em US$ 17,946 bilhões, resultado atribuído principalmente ao aumento da entrada de recursos financeiros no país.
Na Bolsa de Valores, o Ibovespa encerrou o pregão aos 177.547,57 pontos, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. O desempenho foi liderado pelas ações de mineradoras, bancos e empresas do setor de petróleo, especialmente a Petrobras, que acompanhou a alta da commodity no mercado internacional.
As ações ordinárias da estatal avançaram 2,39%, enquanto os papéis preferenciais registraram valorização de 2,21%.
No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pela quarta sessão seguida. O barril do Brent para setembro subiu 3,36%, encerrando o dia a US$ 94,07. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 2,95%, para US$ 86,83.
A elevação dos preços foi motivada pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções nas rotas marítimas de transporte de petróleo no Oriente Médio, especialmente nos estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, considerados estratégicos para o abastecimento global da commodity.













