GeralMestres da Unesc recebem diploma europeu de engenharia

Mestres da Unesc recebem diploma europeu de engenharia

A Unesc celebrou, na última quarta-feira (4/3), a conclusão do processo de dupla titulação das primeiras egressas do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM), em parceria com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), de Portugal. As mestres Eduarda Fraga Olivo e Mariana de Souza Pereira receberam o diploma europeu no Escritório de Relações Internacionais das mãos do professor Manuel Ribeiro. Segundo informações divulgadas pela Unesc, o título habilita as profissionais a atuarem tanto no Brasil quanto na União Europeia, consolidando um acordo de cooperação internacional iniciado institucionalmente em 2024 para expandir fronteiras acadêmicas e profissionais.

Expansão internacional e trâmites acadêmicos

O resultado é fruto de um trabalho de construção de acordos que exigiu o cumprimento de etapas acadêmicas, administrativas e jurídicas rigorosas. De acordo com a Unesc, os trâmites burocráticos são complexos e demandam persistência institucional devido ao alto nível de exigência das instituições envolvidas e à necessidade de alinhamento entre as universidades parceiras.

Protocolo de cooperação

O professor Manuel Ribeiro explicou que o processo para desenhar o protocolo entre o IPVC e a Unesc levou cerca de dois anos. “Foi preciso um protocolo entre o IPVC e a Unesc, que demorou cerca de dois anos a desenhar o processo todo. Depois foi feito um acordo em que se especifica rigorosamente o que cada aluno tem de fazer”, afirmou Ribeiro. Ele ressaltou ainda que Eduarda e Mariana foram as primeiras a aderir à oportunidade após um seminário sobre o acordo. “Após uma aula minha e um seminário sobre este acordo, elas gostaram da ideia, abraçaram o projeto e avançaram. São as primeiras”, completou.

Impacto na formação profissional e pessoal

A experiência no exterior trouxe amadurecimento para as egressas e acesso a novas infraestruturas de pesquisa. Mariana de Souza Pereira relatou que a vivência foi uma das mais marcantes de sua trajetória acadêmica na última década. “De todas as experiências que tive nos últimos 10 anos, essa é uma das que mais enche meu coração. Aprendi muito, tanto profissional quanto pessoalmente. Estar sozinha em outro país com a Duda, amadurecer, utilizar a estrutura deles, tudo colaborou. Foi uma experiência muito legal”, destacou.

Intercâmbio cultural e acadêmico

Eduarda Fraga Olivo ressaltou o acolhimento recebido em Portugal, apesar da apreensão inicial com o novo ambiente e costumes. “No começo estávamos apreensivas, lugar estranho, costumes diferentes, mas as pessoas e o professor Ribeiro fizeram a gente se sentir em casa. Foi uma das melhores experiências da minha vida, se não a melhor”, afirmou a mestre. Ela acrescentou que a vivência internacional impacta diretamente sua visão técnica. “Viajar, conhecer outra cultura, entender que a gente pode ir além. Isso reflete até hoje no laboratório, trouxe um olhar diferente”, completou.

Continuidade da mobilidade acadêmica

A parceria entre as instituições prevê novos desdobramentos para fortalecer a internacionalização da região. Conforme os registros da Unesc, outros dois estudantes, Vinícius e Ana Beatriz, estão atualmente em Portugal cumprindo o mesmo processo, com defesa prevista para setembro deste ano. A universidade também trabalha para receber estudantes europeus em breve, estabelecendo um fluxo de mobilidade acadêmica em dois sentidos e integrando diferentes sistemas de ensino e pesquisa.

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