A partir de 1º de julho, passaram a vigorar quatro novos compêndios da Farmacopeia Brasileira, publicados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As novas edições foram aprovadas pela Diretoria Colegiada da agência em maio e apresentadas oficialmente durante o 16º Encontro Internacional das Farmacopeias Mundiais, realizado entre os dias 15 e 18 de junho, em Brasília. As atualizações têm como objetivo manter os padrões de qualidade, autenticidade e segurança de medicamentos, insumos farmacêuticos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária.
O lançamento ocorreu em um momento simbólico para a Farmacopeia Brasileira, que celebra 100 anos de existência em 2026. O encontro também marcou o encerramento do ciclo de trabalho dos colegiados responsáveis pela elaboração dos compêndios no período de 2021 a 2026.
Entraram em vigor a 8ª edição da Farmacopeia Brasileira, a 4ª edição da Farmacopeia Homeopática, a 3ª edição do Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira e a 3ª edição do Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira.
Entre as principais novidades da 8ª edição da Farmacopeia Brasileira estão a inclusão de 19 novos textos, a revisão de 122 conteúdos e a incorporação de 203 erratas.
Já a nova edição da Farmacopeia Homeopática reúne nove novas monografias, imagens macroscópicas e microscópicas em oito monografias já existentes, além da inclusão de 21 novos textos e da revisão de outros 37 itens.
O Formulário Nacional recebeu oito novos textos e teve quatro conteúdos revisados. No Formulário de Fitoterápicos, as mudanças incluem a consolidação das atualizações realizadas ao longo do último ciclo de cinco anos, a harmonização de definições com o novo marco regulatório e a implantação de um sistema de codificação para todas as monografias.
A Anvisa orienta que profissionais e interessados consultem os documentos técnicos disponibilizados nas páginas das Consultas Públicas, no macrotema Farmacopeia, para conhecer todas as alterações.
A Farmacopeia Brasileira é o compêndio farmacêutico oficial do país e estabelece os requisitos mínimos de qualidade, autenticidade e pureza de insumos farmacêuticos, medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária. Os textos servem como referência científica para a produção, o controle de qualidade e a fiscalização desses produtos em todo o território nacional.












